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Archive for Maio, 2008

Via GES-FLUP

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Como houve quem gostasse deste post, principalmente pelo vídeo do programa Crossfire, coloco aqui um outro, de 1987, em que Frank Zappa enfrenta de novo alguns homens cinzentos. Desta vez estão todos em cinzento devido à qualidade do vídeo, mas que não existam dúvidas sobre quem é quem, e, acima de tudo, não nos enganemos sobre quem foi verdadeiramente derrotado pelos ventos da mudança.

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Já demonstrei aqui a minha perspectiva em relação a esta discussão. O governo também quer criminalizar os donos de cães perigosos quando os seus animais cometem um “ilícito”. Não estou de acordo. Não devem ser só os donos de animais «catalogados» como perigosos a serem responsabilizados por eles. Se um caniche me morder o tornozelo eu também vou pedir contas à sua dona, e quero que ela pague criminalmente por isso. (Quem encontra um estereótipo na última frase?) Haja o mínimo de igualdade perante a lei! Mas… não é essa a questão.

(Imagem via Denúncia Animal.)

A questão central é o medo. O medo e a ignorância que criam esta diabolização de simples animais. São tão só animais que não têm nenhum gene malévolo que os leve institivamente a morder criancinhas.

O medo, e o que ele provoca, em alguns comentários à notícia do Público:

(i) “Acho bem que sejam completamente proibidas as raças perigosas. Quantas crianças mais, precisam de morrer ou ficar desfiguradas para o resto das suas vidas???”

(ii) “E ser bem aplicada, estamos fartos de ter leis giras para não cumprir. Ainda este fim de Semana apanhei um susto junto à Bomba da Repsol Entrada de Olhão (Sentido Faro-Olhão), estacionei junto à bomba e antes de sair do carro avançou uma PitBull preta sem acaimo e sem trela com o dono a assistir reside nas casas próximo e não chamou a cadela. Tem sinais de estar a amamentar…criar mais uns meninos iguais à mãe. Esta lei há muito deveria estar ai!!! E ser aplicada com dureza! Mais uma vez deixo o alerta à PSP de Olhão, para agir quanto antes.”

(iii) “As vezes os “amigos dos animais” deviam ser mordidos por rotwaillers, ou pitbull´s, para saberem o que doi. Como se julga um ataque a uma criança por um animal desses?!por mim era extingui-los, mas como este país está meio “efeminado” fiquemos pela segunda melhor solução culpar os donos…Que metam açaimes, que nao os deixem à solta. Os amiguinhos dos animais preferem um cao a um humano….Arranjem amigos, e familia…. Nem deviam ser ouvidos nestas questões.”

É somente com base no medo cego que se dá este salto gigante para a frente, e se ultrapassa tudo o que se deve fazer, e devia ter feito antes, no que concerne à legislação sobre animais domésticos. Disse.

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A recorrência da pobreza na actualidade nacional é louvável, mas não se deve levar a sério. Mais dia, menos dia, fica tudo na mesma.

Um Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) refere que Portugal é o país mais desigual da UE. Bruto da Costa, que divulga o seu estudo “Um Olhar sobre a Pobreza” no Público, alerta-nos para o problema da persistência da pobreza em Portugal, e para a multidimensionalidade do fenómeno. Louvável.

No campo político, Manuela Ferreira Leite (MFL) disse há uns dias que estava preocupada com os “novos pobres”. Só que os “novos pobres” já estão a ficar velhos. Num estudo encomendado pela Comissão das Comunidades Europeias, publicado num relatório em finais de 1989, já se faziam referências aos “novos pobres”, e explanava-se o complexo fenómeno da exclusão social e da pobreza pelas suas várias dimensões. MFL vem um pouco tarde, mas o que é realmente importante é que os conceitos soem a algo fresco.

O problema é sempre o mesmo. O diagnóstico é profundo, e vai bem além dos soundbytes dos políticos. Já a acção fica sempre na linha de partida. Há olhares preocupados e «humanos», e há até um consenso moral, mas não há um consenso prático para levar a Pobreza por um caminho sem retorno em direcção à extinção.

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Burocracia

Com a modernidade veio a burocracia. E com a burocracia veio o desespero e impotência face a algumas máquinas administrativas.

Hoje fui (tentar) buscar um certificado do ensino secundário de um ex-aluno à respectiva escola secundária. Fui fazer um pequeno favor a uma pessoa que trabalha durante todo o dia, e que por isso não tinha qualquer possibilidade de ir levantar o certificado. O documento tinha sido requerido uma semana antes. Foram pagos dois euros no momento em que se fez o requerimento. Estava tudo certo. Era só chegar lá com o recibo e levantar um simples documento.

Ora bem, quando cheguei à secretaria e apresentei o recibo disseram-me que tinha de requerer o diploma dessa pessoa, que nunca tinha sido requerido antes, para que o chefe da secretaria pudesse assinar o certificado. Era simples, no fundo. Estúpido e ilógico, mas burocraticamente simples. Tinha de ir buscar outra folha de requerimento (igual à usada para requerer o certificado que foi pedido uma semana antes), preencher, pagar seis euros, e obter outro recibo para depois ir levantar o diploma mais tarde. Feito este procedimento o chefe da secretaria já poderia assinar o tal certificado. O certificado estava ali, à minha frente. Eu vi-o. Era azul. Tinha os nomes das disciplinas, as classificações, e a média final. Até já estava pago. Faltava a malfadada assinatura. E eu só podia ter o rabisco do senhor chefe dos serviços se pedisse um documento que não queria, e pagasse por ele.

Neste enredo kafkiano, a ironia está no facto de eu poder requerer o diploma de outra pessoa, mas não poder receber um documento que foi devidamente requerido e pago, seguindo assim todos os trâmites.

Não requeri o diploma e vim embora. A pessoa que precisava do certificado (para se candidatar a um emprego fora do país) vai enviar toda a documentação sem o tal certificado. Vamos lá ver o que dá.

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