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Archive for Abril, 2009

12-2-2008-dsc000831Café do PS, em Valadares

Há uns tempos atrás, Pacheco Pereira publicou esta foto no seu blogue. Enviei-lhe a foto porque era uma curiosidade, mas também porque era uma forma de criar uma pequena interacção com um intelectual conhecido da nossa praça.

Recupero-a agora, e edito-a no meu blogue.

É um café/tasca que supostamente está afecto ao Partido Socialista, mas não é propriamente frequentado pelos seus militantes. São homens, para cima da meia-idade,  com rendimentos baixos, e capital cultural fraco, os frequentadores habituais do café. Lá dentro, uma fotografia do Jorge Sampaio na parede, algumas mesas, e uma sala de jogo improvisada nos anexos.

Nunca encontrei mais nada deste género em Portugal, e por isso a curiosidade da coisa. Aqui fica a foto.

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Queridos Anos 80

Para mim, um blogue de referência na constante redescoberta da música dos anos 80.

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Aplicar inquéritos é uma tarefa comuníssima nas ciências sociais.  Em circunstâncias bastante diversas, os investigadores inquirem o seu objecto de estudo através de perguntas (semi) rígidas e pré-estabelecidas. Conceber um inquérito não é tão fácil como parece, mas aplicá-lo também não.

Estou neste momento a aplicar inquéritos aos trabalhadores do comércio tradicional do Porto.  Entrar na loja, apresentar o nosso propósito, começar o inquérito (ou ir embora, agradecendo na mesma), explicar as perguntas e as possibilidades de resposta, e tentar obter a “melhor” resposta possível do indivíduo. Pelo meio disto, as interrupções e interjeições, os comentários e opiniões, as graçolas de quem chega, o possível desinteresse do respondente, que só nos quer despachar, ou a pressão de ter o patrão à beira enquanto se responde a questões sobre a satisfação no trabalho.

Enfim, um mar de bactérias que infecta a interacção hermética que o inquérito, em teoria,  exige. Mas é tudo matéria para análise, para tirar notas, para aprofundar em futuras entrevistas. Aos 5 minutos de inquéritos acrescentam-se mais 20 minutos de conversa: sobre a situação do comércio tradicional, sobre a crise, sobre os filhos que estão na universidade como nós, sobre tudo.

O inquérito nunca, mas nunca, é feito de forma pura, mas as impurezas também são importantes para a investigação, seja ela de que tipo for.

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