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	<title>Sociologando &#187; Sociedade</title>
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	<description>A publicar a Sociologia. A discutir a Sociedade.</description>
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		<title>Religião e Sociedade</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 22:15:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociologia da Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Teoria Social]]></category>
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		<description><![CDATA[A génese da modernidade ocidental situa-se nas transformações sociais ocorridas no século XVIII. Os marcos históricos da modernidade – o Iluminismo, a Rev. Industrial, a Rev. Francesa – são essenciais para percebermos uma Nova Era que nascia sob o auspício da racionalidade e da reflexividade.
Com o advento da modernidade surgiu a crença no declínio da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=80&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-84 alignleft" style="float:left;" src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/06/religious_symbols3.png?w=96&#038;h=96" alt="" width="96" height="96" />A génese da modernidade ocidental situa-se nas transformações sociais ocorridas no século XVIII. Os marcos históricos da modernidade – o Iluminismo, a Rev. Industrial, a Rev. Francesa – são essenciais para percebermos uma Nova Era que nascia sob o auspício da racionalidade e da reflexividade.</p>
<p>Com o advento da modernidade surgiu a crença no declínio da religião. Este vaticínio ocorreu não só nos diversos campos das sociedades ocidentais, mas também, e em particular, no campo académico, e veio enformar o próprio conhecimento sociológico emergente. De facto, no século XVIII, muitas leituras da realidade implicavam uma oposição entre a modernidade (e a multiplicidade de questões que ela constitui) e a religião.</p>
<p>A modernidade toma o indivíduo como o seu “actor principal”. O ser humano racional substitui, em grande medida, a centralidade precedente do “cosmos sagrado”, que era gerido por instituições religiosas responsáveis, ao longo de vários séculos, pela coesão social e cultural. A ideia de que a religião deixa de ser a única instituição a cuidar da coesão social, assim como a noção de que ela perde o monopólio da produção de sentido, torna-se comum. A realidade já não se ordena sob o dossel sagrado da religião. A religião autonomiza-se num campo social específico, e parece perder o seu ascendente sobre os diferentes níveis societais do mundo moderno, ainda que mantendo importantes níveis de influência e de intercepção com os diversos campos sociais.</p>
<p>Neste sentido, o termo «secularização» surge na teoria sociológica como conceito, teoria, ou paradigma (este é outro debate) a partir dos anos 60. É certo que com a modernidade surgiram as teses do declínio ou extinção da religião, mas o processo da secularização só se operacionalizou na teoria sociológica durante o decorrer da segunda metade do século XX.</p>
<p>Thomas Luckmann introduziu o conceito de diferenciação ou segmentação institucional. O autor considera que com a modernidade emergiram subsistemas sociais com um grau de autonomia relativo, e que, deste modo, também a religião se autonomizou numa esfera social autónoma. Uma das consequências da segmentação institucional será a privatização da religiosidade.</p>
<p>Os autores da secularização consideram que a modernidade acarreta o enfraquecimento da dimensão institucional da religião, e a sua privatização. Os ligames sociais e culturais de cariz religioso, que foram consistentes durante séculos, desgastam-se, e as instituições religiosas perdem o seu poder. Os indivíduos sentem-se livres para encontrar, de forma autónoma e reflectida, o seu próprio universo de significações diante de um mundo fragmentado (um &#8220;mundo de mosaicos&#8221;). Assim, a própria multiplicidade de movimentos religiosos na actualidade, e os trajectos individuais de pessoas de diferentes grupos religiosos que se cruzam, são o reflexo desta secularização. A fragmentação religiosa e o seu &#8220;mercado aberto&#8221;, herético, e sincrético, é um espelho dessa perda de influência da religião, e sinónimo do que se chama de processo de secularização.</p>
<p>Para Peter Berger, a secularização reflecte-se enquanto processo marcado pela emancipação das representações colectivas em relação às referências religiosas. Isto representa uma clara ruptura com a função tradicional da religião, que era precisamente a de estabelecer um conjunto integrado de definições de realidade que pudesse servir como um universo de significado comum aos membros de uma sociedade. A religião deixa de ser um “sacred canopy” (dossel sagrado) para sociedade.</p>
<p>Bryan Wilson desenvolve uma perspectiva evolucionista das mudanças estruturais operadas no campo religioso. Ele segue uma perspectiva inspirada em Weber. Este autor estabelece uma proximidade entre a secularização e a racionalização. As tecnologias levam à racionalização da vida em sociedade, e contribuem para o “desencantamento do mundo”. A diferenciação e a autonomização aparecem-nos como consequências dessa racionalização e constituem os conceitos base da secularização. Para este autor é muito importante a noção da passagem da “comunidade” para a “sociedade”, assim como as mudanças nas relações sociais implicadas nessa mesma passagem.</p>
<p>Deste modo, nas sociedade modernas a religião tem vindo a enfraquecer e a tornar-se mais periférica. Mas também ressurge: diferenciando-se e segmentando-se; moldando-se a novos quadros de valores e modos de viver o religioso; e (sobre)vivendo à intempérie das mudanças sociais mais recentes.</p>
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		<title>A Pobreza, sempre ela</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 14:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[A recorrência da pobreza na actualidade nacional é louvável, mas não se deve levar a sério. Mais dia, menos dia, fica tudo na mesma.
Um Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) refere que Portugal é o país mais desigual da UE. Bruto da Costa, que divulga o seu estudo &#8220;Um Olhar sobre a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=71&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A recorrência da pobreza na actualidade nacional é louvável, mas não se deve levar a sério. Mais dia, menos dia, fica tudo na mesma.</p>
<p>Um <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/327709" target="_blank">Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE)</a> refere que Portugal é o país mais desigual da UE. Bruto da Costa, que divulga o seu estudo &#8220;Um Olhar sobre a Pobreza&#8221; <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329698&amp;idCanal=62" target="_blank">no Público</a>, alerta-nos para o problema da persistência da pobreza em Portugal, e para a multidimensionalidade do fenómeno. Louvável.</p>
<p>No campo político, Manuela Ferreira Leite (MFL) disse há uns dias que estava preocupada com os &#8220;novos pobres&#8221;. Só que os &#8220;novos pobres&#8221; já estão a ficar velhos. Num estudo encomendado pela Comissão das Comunidades Europeias, publicado num relatório em finais de <strong>1989</strong>, já se faziam referências aos &#8220;novos pobres&#8221;, e explanava-se o complexo fenómeno da exclusão social e da pobreza pelas suas várias dimensões. MFL vem um pouco tarde, mas o que é realmente importante é que os conceitos soem a algo fresco.</p>
<p>O problema é sempre o mesmo. O diagnóstico é profundo, e vai bem além dos soundbytes dos políticos. Já a acção fica sempre na linha de partida. Há olhares preocupados e «humanos», e há até um consenso moral, mas não há um consenso prático para levar a Pobreza por um caminho sem retorno em direcção à extinção.</p>
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