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	<title>Sociologando &#187; Pobres</title>
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	<description>A publicar a Sociologia. A discutir a Sociedade.</description>
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		<title>Sociologando &#187; Pobres</title>
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		<title>Quem são os pobres em Portugal?</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Mar 2008 18:43:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[Pobres]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Portugal, como no mundo, a pobreza não é um fenómeno aleatório. Ela não atinge &#8220;qualquer um&#8221; de forma indistinta. Existem sempre categorias sociais mais vulneráveis à pobreza, pelo que é em pessoas que partilham as condições para pertencerem a uma determinada categoria que se regista a ocorrência de pobreza em maior número.
Essas categorias constroem-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=27&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/03/283168.thumbnail.jpg" alt="283168.jpg" align="left" />Em Portugal, como no mundo, a pobreza não é um fenómeno aleatório. Ela não atinge &#8220;qualquer um&#8221; de forma indistinta. Existem sempre categorias sociais mais vulneráveis à pobreza, pelo que é em pessoas que partilham as condições para pertencerem a uma determinada categoria que se regista a ocorrência de pobreza em maior número.</p>
<p>Essas categorias constroem-se através de factores tais como o género, a idade, a escolaridade, a situação perante o mercado de trabalho, e até a estrutura familiar a que uma pessoa pertence.</p>
<p>No factor «situação perante o mercado de trabalho» salientam-se imediatamente os reformados e &#8220;outros economicamente inactivos&#8221; como categorias particularmente vulneráveis. Uma das principais razões para a pobreza nestas categorias sociais é o baixo nível das prestações sociais que as pessoas auferem. É certo que nem todos os beneficiários das prestações sociais são necessariamente pobres, já que podem estar inseridos em agregados familiares com rendimentos acima do limiar da pobreza, mas o risco de pobreza intensa não deixa de ser elevado. <b>As prestações sociais não cobrem a totalidade do valor do limiar da pobreza.</b> Em 2001, o valor do limiar da pobreza era de 3590 euros por ano [1], enquanto que a «pensão social» e a «pensão mínima do regime geral» atingiam valores de 1933 e 2514 euros por ano, respectivamente.<span>  </span>Face a estes números, não surpreende que 25% dos reformados, e<span>  </span>28% dos &#8220;outros economicamente inactivos&#8221;, estejam em risco de pobreza.</p>
<p>Também não nos surpreendemos com o facto de que<b> nesse mesmo ano de 2001, cerca de  38% dos desempregados estavam em risco de pobreza</b>.</p>
<p>Estas são as categorias mais vulneráveis. São os que não têm qualquer papel no mercado de trabalho, e que por isso não obtêm rendimentos.</p>
<p>Todavia, em Portugal, e ao contrário dos países mais desenvolvidos da Europa, ocorre algo surpreendente: <b>trabalhar não assegura a cobertura do risco de pobreza</b>. Cerca de 10% dos trabalhadores por conta de outrem correm risco de pobreza, e cerca de 30% dos trabalhadores por conta própria correm o mesmo risco, embora seja necessário salvaguardar que é nesta categoria ocorre a ocultação de rendimentos com mais frequência. Contudo,<span> </span>é também certo que nela se inserem sectores precários e desfavorecidos da actividade económica, tais como alguns sectores da construção civil, comércio e outros serviços (pessoais, domésticos, etc). Isto leva-nos a pensar nos «novos pobres», nos pobres que trabalham mas que mesmo assim não deixam de ser pobres. Este é um fenómeno novo que atinge cada vez mais famílias.</p>
<p>Quando olhamos para o factor «escolaridade» podemos notar que ele é um elemento de influência considerável no risco de pobreza. A incidência situa-se nos 22% entre as pessoas com escolaridade inferior ao 9º ano, sendo de 8% naqueles que possuem o 12º ano e apenas de 2% nos que alcançaram um nível de qualificação superior ao 12º ano de escolaridade.</p>
<p>Também os factores «idade» e «género» interferem na exposição ao risco de pobreza. <b>As mulheres são tendencialmente mais pobres que os homens</b>, e foi apenas em 2001 que os valores da respectiva taxa entre homens e mulheres se aproximaram. Por seu turno, os idosos representam o grupo etário de maior vulnerabilidade, embora o risco de pobreza tenha conhecido um decréscimo nos últimos anos, passando de 38% em 1995 para 30% em 2001. Contudo, na UE15 os valores médios não vão além dos 19%. No sentido inverso tem evoluído a situação das crianças com um aumento ligeiro de risco de pobreza entre 1995 e 2001, mantendo-se neste ano em 27%.</p>
<p>Na análise das «estruturas familiares» sobressaem as famílias monoparentais como o tipo de agregado mais vulnerável à pobreza. Em 2001, o risco de pobreza para esta categoria era de 39%. Igualmente vulneráveis à pobreza estão os isolados, principalmente os idosos e mulheres.</p>
<p>Quem são os pobres em Portugal? Não é fácil traçar perfis da pobreza. Mas podemos compreendê-la melhor se olharmos para os factores que a ela se ligam. Estar fora do mercado de trabalho, ter poucos recursos escolares, viver em famílias desestruturadas, ser velho e não ter apoios, são algumas das situações sociais que levam mais frequentemente à pobreza. É também com estas descrições que podemos conectar facilmente a pobreza à exclusão:<i> estar out </i>em vários domínios do social é condição sine qua non para se ser pobre.</p>
<p align="left"> [1] O valor do limiar da pobreza é diferente do referido <a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/03/19/a-pobreza-em-portugal/" target="_blank">num outro texto</a> devido à sua diferente ponderação.</p>
<p align="center"><a href="http://www.google.pt/url?sa=t&amp;ct=res&amp;cd=1&amp;url=http%3A%2F%2Fwww.qren.pt%2Fdownload.php%3Fid%3D69&amp;ei=kVnhR5qmDIz2QbXyrdAM&amp;usg=AFQjCNE1pvXUb5y14RXmaMVTMhb3DJgf3w&amp;sig2=RHYhLv9FvIzY4OVJXMpqFg" target="_blank">Referência bibliográfica</a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/27/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/27/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=27&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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