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	<title>Sociologando &#187; Sociedade</title>
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	<description>A publicar a Sociologia. A discutir a Sociedade.</description>
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		<title>Sociologando &#187; Sociedade</title>
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		<title>Fumarada</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 18:29:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Lei do Tabaco]]></category>

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		<description><![CDATA[Os buracos na lei do tabaco permitiram que a displicência do costume  triunfasse. Temos lugares livres de fumo, com metade do fumo,  ou com fumo total, à escolha do freguês, ou melhor, do dono do lugar. Há de tudo, mas realço os sítios em que o fumo se concentra mais do que nunca.

É de conclusão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=116&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Os buracos na lei do tabaco permitiram que a displicência do costume  triunfasse. Temos lugares livres de fumo, com metade do fumo,  ou com fumo total, à escolha do freguês, ou melhor, do dono do lugar. Há de tudo, mas realço os sítios em que o fumo se concentra mais do que nunca.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-117" title="fumadores" src="http://sociologando.files.wordpress.com/2009/02/fumadores.jpg?w=500&#038;h=172" alt="fumadores" width="500" height="172" /></p>
<p>É de conclusão elementar perceber que com a menor oferta de Cafés onde é permitido fumar, se dá o incremento da procura pelos mesmos, com o consequente aumento de fumadores por metro quadrado. </p>
<p><em>Ah, que bem que sabe um café e um cigarrinho numa tarde solarenga, ou cigarro e um fininho numa noite quente de Verão! </em> </p>
<p>E lá está sempre algum desprevenido <em>não-fumador</em>, uma figura tipo D. Sebastião num nevoeiro tóxico, um desgraçado a respirar fumo pela boca, pelo nariz, pelos olhos; até a roupa respira o fumo, o consome sofregamente até ao seu cheiro ficar tão entranhado que nem uma dose cavalar de um bom Skip ou Ariel o consegue retirar.</p>
<p>E é isto, mais uma lei que fica a meio do caminho.</p>
Posted in Sociedade Tagged: Lei do Tabaco <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=116&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">fumadores</media:title>
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		<title>A crise e o pós-materialismo</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2009/01/18/a-crise-e-o-pos-materialismo/</link>
		<comments>http://sociologando.wordpress.com/2009/01/18/a-crise-e-o-pos-materialismo/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 20:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Sociologia]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[materialismo]]></category>
		<category><![CDATA[pós-materialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos temas que tenho vindo a abordar no decorrer da feitura da minha pequena tese de licenciatura é o do surgimento de valores pós-materialistas nas sociedades ocidentais, após a 2ª Grande Guerra. A minha análise prende-se com os valores sobre o trabalho, mas o pós-materialismo inscreve-se, obviamente,  nos vários domínios da vida.
Os valores [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=108&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Um dos temas que tenho vindo a abordar no decorrer da feitura da minha <em>pequena</em> tese de licenciatura é o do surgimento de valores pós-materialistas nas sociedades ocidentais, após a 2ª Grande Guerra. A minha análise prende-se com os valores sobre o trabalho, mas o pós-materialismo inscreve-se, obviamente,  nos vários domínios da vida.</p>
<p>Os valores pós-materialistas são típicos das sociedades mais desenvolvidas, em que o bem-estar físico é um dado adquirido para a generalidade dos indivíduos. Com a sobrevivência assegurada, as pessoas passam a almejar algo mais do que a luta pela manutenção das suas  vidas. De igual modo, quando algum bem-estar físico é a regra numa sociedade, os indivíduos que nascem no seu seio tendem a desenvolver perspectivas de vida que ultrapassam a valorização do seu próprio bem-estar. Parece contraditório, mas o aparente desdém para com as atitudes materialistas só é possível porque se vive numa sociedade materialmente forte.</p>
<p>Sucintamente, ser materialista é valorizar a segurança, um emprego com um bom  salário, e, grosso modo, o acesso aos bens materiais. Ser pós-materialista é ir além disto, e valorizar coisas como um emprego em que &#8220;faço o que gosto&#8221;, a expressividade pessoal, e querer atingir a auto-realização.</p>
<p>Uma pergunta que faço é «que pós-materialismo é possível num contexto de crise (objectiva e subjectiva)?» Será que o pós-materialismo dos portugueses se está a retrair? Pessoalmente, julgo que o retraimento das atitudes pós-materialistas será apenas adaptativo, na medida em que o núcleo de valores criado nas últimas décadas não pode ser desmontado assim tão facilmente. O horizonte de valores dos indivíduos só será verdadeiramente afectado com uma crise muito mais forte e duradoura, que todos esperamos que nunca venha a acontecer.</p>
Posted in Sociedade, Sociologia Tagged: crise, materialismo, pós-materialismo <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=108&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Frank Zappa (2)</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/05/25/frank-zappa-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 17:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Crossfire]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Zappa]]></category>
		<category><![CDATA[Mudança]]></category>

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		<description><![CDATA[Como houve quem gostasse deste post, principalmente pelo vídeo do programa Crossfire, coloco aqui um outro, de 1987, em que Frank Zappa enfrenta de novo alguns homens cinzentos. Desta vez estão todos em cinzento devido à qualidade do vídeo, mas que não existam dúvidas sobre quem é quem, e, acima de tudo, não nos enganemos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=73&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">Como houve quem gostasse <a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/04/27/frank-zappa/" target="_blank">deste post</a>, principalmente pelo vídeo do programa <em>Crossfire</em>, coloco aqui um outro, de 1987, em que Frank Zappa enfrenta de novo alguns homens cinzentos. Desta vez estão todos em cinzento devido à qualidade do vídeo, mas que não existam dúvidas sobre quem é quem, e, acima de tudo, não nos enganemos sobre quem foi verdadeiramente derrotado pelos ventos da mudança.</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/05/25/frank-zappa-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/mDDIiIOFE_Q/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p style="text-align:right;"><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/05/25/frank-zappa-2/"><img src="http://img.youtube.com/vi/H28SNdvBstA/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/73/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/73/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/73/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/73/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/73/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=73&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Ainda os cães perigosos</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/05/24/ainda-os-caes-perigosos/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 May 2008 21:20:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Cães Perigosos]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>

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		<description><![CDATA[Já demonstrei aqui a minha perspectiva em relação a esta discussão. O governo também quer criminalizar os donos de cães perigosos quando os seus animais cometem um &#8220;ilícito&#8221;. Não estou de acordo. Não devem ser só os donos de animais «catalogados» como perigosos a serem responsabilizados por eles. Se um caniche me morder o tornozelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=72&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Já demonstrei <a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/03/15/caes-perigosos-uma-representacao-social/" target="_blank">aqui</a> a minha perspectiva em relação a esta discussão. O governo também quer <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324544&amp;idCanal=12" target="_blank">criminalizar os donos de cães perigosos</a> quando os seus animais cometem um &#8220;ilícito&#8221;. Não estou de acordo. Não devem ser só os donos de animais «catalogados» como perigosos a serem responsabilizados por eles. Se um caniche me morder o tornozelo eu também vou pedir contas à sua dona, e quero que ela pague criminalmente por isso. (Quem encontra um estereótipo na última frase?) Haja o mínimo de igualdade perante a lei! Mas&#8230; não é essa a questão.</p>
<p style="text-align:center;"><img class="aligncenter" style="vertical-align:middle;" src="http://denuncianimal.files.wordpress.com/2008/04/cao13.jpg?w=474&amp;h=441&#038;h=443" alt="" width="474" height="443" /></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://denuncianimal.wordpress.com" target="_blank">(Imagem via Denúncia Animal.)</a></p>
<p>A questão central é o medo. O medo e a ignorância que criam esta diabolização de simples animais. São tão só animais que não têm nenhum gene malévolo que os leve <em>institivamente</em> a morder criancinhas.</p>
<p>O <strong>medo</strong>,<strong> </strong>e o que ele provoca, em alguns comentários à <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1324544&amp;idCanal=12" target="_blank">notícia do Público</a>:</p>
<p>(i) &#8220;Acho bem que sejam completamente proibidas as raças perigosas. Quantas crianças mais, precisam de morrer ou ficar desfiguradas para o resto das suas vidas???&#8221;</p>
<p>(ii) &#8220;E ser bem aplicada, estamos fartos de ter leis giras para não cumprir. Ainda este fim de Semana apanhei um susto junto à Bomba da Repsol Entrada de Olhão (Sentido Faro-Olhão), estacionei junto à bomba e antes de sair do carro avançou uma PitBull preta sem acaimo e sem trela com o dono a assistir reside nas casas próximo e não chamou a cadela. Tem sinais de estar a amamentar&#8230;criar mais uns meninos iguais à mãe. Esta lei há muito deveria estar ai!!! E ser aplicada com dureza! Mais uma vez deixo o alerta à PSP de Olhão, para agir quanto antes.&#8221;</p>
<p>(iii) &#8220;As vezes os &#8220;amigos dos animais&#8221; deviam ser mordidos por rotwaillers, ou pitbull´s, para saberem o que doi. Como se julga um ataque a uma criança por um animal desses?!por mim era extingui-los, mas como este país está meio &#8220;efeminado&#8221; fiquemos pela segunda melhor solução culpar os donos&#8230;Que metam açaimes, que nao os deixem à solta. Os amiguinhos dos animais preferem um cao a um humano&#8230;.Arranjem amigos, e familia&#8230;. Nem deviam ser ouvidos nestas questões.&#8221;</p>
<p><strong>É</strong><strong> somente com base no medo cego</strong> que se dá este salto gigante para a frente, e se ultrapassa tudo o que se deve fazer, e devia ter feito antes, no que concerne à legislação sobre animais domésticos. Disse.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/72/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/72/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/72/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/72/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/72/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=72&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>A Pobreza, sempre ela</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/05/23/a-pobreza-sempre-ela/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 14:12:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[A recorrência da pobreza na actualidade nacional é louvável, mas não se deve levar a sério. Mais dia, menos dia, fica tudo na mesma.
Um Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE) refere que Portugal é o país mais desigual da UE. Bruto da Costa, que divulga o seu estudo &#8220;Um Olhar sobre a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=71&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>A recorrência da pobreza na actualidade nacional é louvável, mas não se deve levar a sério. Mais dia, menos dia, fica tudo na mesma.</p>
<p>Um <a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/327709" target="_blank">Relatório Sobre a Situação Social na União Europeia (UE)</a> refere que Portugal é o país mais desigual da UE. Bruto da Costa, que divulga o seu estudo &#8220;Um Olhar sobre a Pobreza&#8221; <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1329698&amp;idCanal=62" target="_blank">no Público</a>, alerta-nos para o problema da persistência da pobreza em Portugal, e para a multidimensionalidade do fenómeno. Louvável.</p>
<p>No campo político, Manuela Ferreira Leite (MFL) disse há uns dias que estava preocupada com os &#8220;novos pobres&#8221;. Só que os &#8220;novos pobres&#8221; já estão a ficar velhos. Num estudo encomendado pela Comissão das Comunidades Europeias, publicado num relatório em finais de <strong>1989</strong>, já se faziam referências aos &#8220;novos pobres&#8221;, e explanava-se o complexo fenómeno da exclusão social e da pobreza pelas suas várias dimensões. MFL vem um pouco tarde, mas o que é realmente importante é que os conceitos soem a algo fresco.</p>
<p>O problema é sempre o mesmo. O diagnóstico é profundo, e vai bem além dos soundbytes dos políticos. Já a acção fica sempre na linha de partida. Há olhares preocupados e «humanos», e há até um consenso moral, mas não há um consenso prático para levar a Pobreza por um caminho sem retorno em direcção à extinção.</p>
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		<title>Burocracia</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/05/12/burocracia/</link>
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		<pubDate>Mon, 12 May 2008 16:55:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[burocracia]]></category>
		<category><![CDATA[kafka]]></category>

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		<description><![CDATA[

Com a modernidade veio a burocracia. E com a burocracia veio o desespero e impotência face a algumas máquinas administrativas.
Hoje fui (tentar) buscar um certificado do ensino secundário de um ex-aluno à respectiva escola secundária. Fui fazer um pequeno favor a uma pessoa que trabalha durante todo o dia, e que por isso não tinha [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=68&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p style="text-align:left;">
<p><img class="alignnone size-thumbnail wp-image-69 alignleft" style="float:left;" src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/05/burocracia.jpg?w=97&#038;h=96" alt="" width="97" height="96" /></p>
<p><a href="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/05/burocracia.jpg"></a>Com a modernidade veio a burocracia. E com a burocracia veio o desespero e impotência face a algumas máquinas administrativas.</p>
<p>Hoje fui (tentar) buscar um certificado do ensino secundário de um ex-aluno à respectiva escola secundária. Fui fazer um pequeno favor a uma pessoa que trabalha durante todo o dia, e que por isso não tinha qualquer possibilidade de ir levantar o certificado. O documento tinha sido requerido uma semana antes. Foram pagos dois euros no momento em que se fez o requerimento. Estava tudo certo. Era só chegar lá com o recibo e levantar um simples documento.</p>
<p>Ora bem, quando cheguei à secretaria e apresentei o recibo disseram-me que tinha de requerer o diploma dessa pessoa, que nunca tinha sido requerido antes, para que o chefe da secretaria pudesse assinar o certificado. Era simples, no fundo. Estúpido e ilógico, mas burocraticamente simples. Tinha de ir buscar outra folha de requerimento (igual à usada para requerer o certificado que foi pedido uma semana antes), preencher, pagar seis euros, e obter outro recibo para depois ir levantar o diploma mais tarde. Feito este procedimento o chefe da secretaria já poderia assinar o tal certificado. O certificado estava ali, à minha frente. Eu vi-o. Era azul. Tinha os nomes das disciplinas, as classificações, e a média final. Até já estava pago. Faltava a malfadada assinatura. E eu só podia ter o rabisco do senhor chefe dos serviços se pedisse um documento que não queria, e pagasse por ele.</p>
<p>Neste enredo kafkiano, <strong>a ironia está no facto de eu poder requerer o diploma de outra pessoa</strong>, mas não poder receber um documento que foi devidamente requerido e pago,  seguindo assim todos os trâmites.</p>
<p>Não requeri o diploma e vim embora. A pessoa que precisava do certificado (para se candidatar a um emprego fora do país) vai enviar toda a documentação sem o tal certificado. Vamos lá ver o que dá.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/68/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/68/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/68/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/68/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/68/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=68&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Frank Zappa</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/04/27/frank-zappa/</link>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 17:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Conservadorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Frank Zappa]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[
Um documento interessantíssimo. Frank Zappa discute com um ultraconservador americano (e é alvo de alguma imparcialidade dos próprios moderadores do debate) no programa Crossfire, em 1986, sobre uma hipotética censura das letras, imagens, sons e movimentos da música rock.
O fanatismo foi derrotado. Hoje em dia os americanos aceitam &#8220;muito pior&#8221; do que o que estava [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=67&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://sociologando.wordpress.com/2008/04/27/frank-zappa/"><img src="http://img.youtube.com/vi/B9856_xv8gc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Um documento interessantíssimo. Frank Zappa discute com um ultraconservador americano (e é alvo de alguma imparcialidade dos próprios moderadores do debate) no programa <em>Crossfire</em>, em 1986, sobre uma hipotética <span style="text-decoration:line-through;">censura</span> das letras, imagens, sons e movimentos da música rock.</p>
<p>O fanatismo foi derrotado. Hoje em dia os americanos aceitam &#8220;muito pior&#8221; do que o que estava em causa naquele tempo. Nessa altura, não sabiam os fanáticos que o seu conservadorismo exarcebado contribuía amplamente para <strong>a magia</strong> deste movimento cultural, e para o seu sucesso. O contrapeso do conservadorismo, que se vê na postura obstinada e incomodada daquele John Lofton, era o móbil dos que não se subordinavam a uma matriz moral castradora. Os jovens alimentaram-se da magia e o universo cultural americano transformou-se.</p>
<p>Um dos vídeos mais criticados foi <a href="http://br.youtube.com/watch?v=b5t5GukrWOU" target="_blank">este</a>.  Os nossos olhos estão moldados para não ver nada de mau neste vídeo. Pelo menos, se a frase anterior não for verdadeira, é muito provável que não o achemos matéria de censura. É por isso que encontramos qualquer coisa de ridículo naqueles homens cinzentos. Separa-nos o tempo, para além do espaço. Zappa, esse, era já intemporal.</p>
<p style="text-align:center;">
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/67/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/67/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=67&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Semana sem televisão</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/04/02/semana-sem-televisao/</link>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2008 13:41:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[televisão]]></category>

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		<description><![CDATA[O blogue Sociologia (que está parado há cerca de 2 anos) publicou um post, em Abril de 2006, que assinalava uma semana sem televisão. Recupero a iniciativa, dois anos volvidos, para eu próprio fazer uma abstinência de televisão no mesmo período de 2008. Assim, de 24 a 30 de Abril não vou ver televisão, e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=39&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/04/televisao.thumbnail.jpg" alt="televisao.jpg" align="left" />O blogue<a href="http://sociologos.blogspot.com/" target="_blank"> Sociologia</a> (que está parado há cerca de 2 anos) publicou um post, em Abril de 2006, que assinalava uma <a href="http://sociologos.blogspot.com/2006/04/semana-sem-televiso.html" target="_blank">semana sem televisão</a>. Recupero a iniciativa, dois anos volvidos, para eu próprio fazer uma abstinência de televisão no mesmo período de 2008. Assim, de 24 a 30 de Abril <b>não vou ver televisão</b>, e incito os leitores a fazerem o mesmo. Mais difícil seria uma semana sem internet.</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/39/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/39/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=39&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Números e mentiras</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/03/31/numeros-e-mentiras/</link>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 18:54:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[estatística]]></category>
		<category><![CDATA[INE]]></category>
		<category><![CDATA[Rendimentos]]></category>

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		<description><![CDATA[ No Expresso:
O Instituto Nacional de Estatística revelou hoje que, em média, cada agregado familiar tem um rendimento anual líquido de €22.136. Uma verba que representa €1.845 por mês e onde quase metade é gasto em alimentação e habitação.
As famílias portuguesas gastam quase metade do seu rendimento mensal líquido de €1.845 na habitação, água, electricidade, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=37&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p> No <a href="http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&amp;op=view&amp;fokey=ex.stories/281190" target="_blank">Expresso</a>:</p>
<blockquote><p><img src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/03/209-030_large.thumbnail.jpg" alt="209-030_large.jpg" align="right" />O Instituto Nacional de Estatística revelou hoje que, em média, cada agregado familiar tem um rendimento anual líquido de €22.136. Uma verba que representa €1.845 por mês e onde quase metade é gasto em alimentação e habitação.</p>
<p>As famílias portuguesas gastam quase metade do seu rendimento mensal líquido de €1.845 na habitação, água, electricidade, combustíveis e alimentação. São cerca de 42% do total que mensalmente são usados com este fim. É uma das principais conclusões do Inquérito aos Orçamentos Familiares que o Instituto Nacional de Estatística realiza a cada cinco anos e que hoje foi divulgado. Os números, referentes ao período entre Outubro de 2005 e Outubro de 2006, revelam que, em média, cada agregado familiar vive com um rendimento anual de €22.136.</p>
<p>Desde 2000, o ano do último inquérito, os gastos com a habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram a rubrica que mais cresceu na despesa das famílias. Há oito anos, consumiam apenas 19,8% do rendimento, em 2006 levavam 26,6%. Pelo contrário, a alimentação e as bebidas não alcoólicas continuaram a perder peso ao longo deste período, embora representem a segunda maior fatia com 15,5% do total.</p></blockquote>
<p>&#8220;Existem três tipos de mentiras: as pequenas mentiras, as grandes mentiras, e as estatísticas&#8221;. A <b>Média</b>, essa malandra!</p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/sociologando.wordpress.com/37/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/sociologando.wordpress.com/37/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/sociologando.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/sociologando.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/sociologando.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/sociologando.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/sociologando.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/sociologando.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/sociologando.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/sociologando.wordpress.com/37/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/sociologando.wordpress.com/37/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/sociologando.wordpress.com/37/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=37&subd=sociologando&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		</media:content>

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	</item>
		<item>
		<title>A Escola, a actualidade, e o meu passado</title>
		<link>http://sociologando.wordpress.com/2008/03/29/a-escola-a-actualidade-e-o-meu-passado/</link>
		<comments>http://sociologando.wordpress.com/2008/03/29/a-escola-a-actualidade-e-o-meu-passado/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 29 Mar 2008 19:34:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe António</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Escola]]></category>
		<category><![CDATA[Experiências]]></category>
		<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[Percursos]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexividade]]></category>
		<category><![CDATA[Socialização]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando penso sobre o debate  da rapariga, do seu telemóvel, e da &#8220;crise&#8221; da escola, dá-me vontade de pensar retrospectivamente o meu percurso na escola, e fazer aquilo que os sociólogos chamam comummente de análise reflexiva das condições e circunstâncias que me afectaram nesse percurso. Uma análise sociológica sobre o ego, portanto. Giddens chamar-lhe-ia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sociologando.wordpress.com&blog=1988874&post=33&subd=sociologando&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><img src="http://sociologando.files.wordpress.com/2008/03/image_caminho.thumbnail.jpg" alt="image_caminho.jpg" align="left" />Quando penso sobre o debate  da <a href="http://jn.sapo.pt/2008/03/27/ultimas/Carolina_Michaellis_Professora_.html" target="_blank">r</a><a href="http://jn.sapo.pt/2008/03/27/ultimas/Carolina_Michaellis_Professora_.html" target="_blank">apariga, do seu telemóvel, e da &#8220;crise&#8221; da escola</a>, dá-me vontade de pensar retrospectivamente o meu percurso na escola, e fazer aquilo que os sociólogos chamam comummente de <em>análise reflexiva</em> das condições e circunstâncias que me afectaram nesse percurso. Uma análise sociológica sobre o <em>ego</em>, portanto. Giddens chamar-lhe-ia de <em>reflexividade</em> e Bourdieu de <em>auto-sócio-análise</em>.</p>
<p>Começar uma análise deste género implica ir ao início do percurso escolar, em que as circunstâncias da vida social, e a influência dos outros (família, por exemplo), afectam as crianças sem que elas tenham real capacidade de decisão.</p>
<p>A escola primária começou sendo eu um menino tímido, mas completamente aberto à cultura escolar. Lembro-me de ser preguiçoso e de às vezes pedir à minha mãe para escrever à professora para me dispensar dos trabalhos de casa. A desculpa era sempre as &#8220;dores de cabeça&#8221;. A minha mãe fazia-o, tal era a minha insistência e preguiça. Um dia a professora estranhou, e o engodo ficou por ali. No entanto, muitas vezes fazia trabalhos de casa extra, quando, e sobre o que, me interessava (pois claro!) e fazia-o somente pelo desejo de aprovação e de ter sanções positivas da professora, a Dª Armandina, que carinhosamente sorria, abanava a cabeça em sinal de satisfação, e nos dava dizia &#8220;muito bem&#8221;. Eu era um dos melhores alunos, entre o pequeno grupo dos melhores. O meu grupo restrito de amigos também correspondia a esta elite de &#8220;meninos da professora&#8221;, que nunca levavam reguadas, que nunca chegavam atrasados, que nunca faltavam com os trabalhos de casa (a não ser por causa das dores de cabeça), e que tiravam sempre os &#8220;satisfaz muito bem&#8221; ou &#8220;satisfaz plenamente&#8221;. Depois havia os outros, os meninos do bairro e das casas pobres, mas nem todos daí: o Chico, o Escaravelho, o Manique, o Nando, o Bruno, e aquele gajo de que me esqueci do nome, mas que agora está preso. Havia também a Susana, que era repetente, e estranhamente madura, e que me escrevia poemas com beijos, água,  melancia, carícia e cachoeira como palavras-chave, se tais escritos fossem posts em blogues, ou noutro sítio qualquer.</p>
<p>A escola primária passou por mim de forma quase idílica, mas que sociologicamente talvez fosse improvável. Eu, filho de um operário e de uma dona de casa, com parcos recursos económicos e culturais, seria facilmente arrumado no grupo dos medianos ou piores alunos, se apenas nos restringíssemos a analisar essas variáveis. O meu melhor amigo, o Nuno, tinha uma casa grande, e notava-se (aos olhos de um menino com 6, 7, 8, ou 9 anos) que os seus pais falavam de uma maneira diferente, portavam-se de uma maneira diferente, e tinham uma profissão diferente da que os meus pais tinham. A posição e o comportamento na escola estavam correlacionados com a origem social daqueles miúdos de forma absolutamente notável, sendo eu, e talvez poucos mais, ligeiras excepções à tendência dominante.</p>
<p>No meu ponto de vista, a explicação para o meu &#8220;anormal&#8221; bom desempenho na escola nesta altura é possível se olhar para a minha socialização fora da família. De facto, todos os dias, e já antes da escola primária, ia com a minha mãe para o seu trabalho de doméstica na casa de uns senhores que eram bancários. Com o filho deles, substancialmente mais velho que eu, aprendi a jogar xadrez e damas, a mexer em computadores, a ter interesse pela leitura, aprendi inconscientemente a falar de outra maneira, e ouvi coisas diferentes do que ouviria nos circuitos sociais a que estaria destinado pela minha família. Aprendi a jogar ténis, subi ao castanheiro da casa, brinquei e tratei dos cães, atazanei os gatos. Bisbilhotei os livros, os cachimbos, o soro fisiológico do senhor Serafim, e as suas gravatas. Comi queijo e chocolates &#8220;after eight&#8221;. Vivi algo improvável. Fui educado por uma nova instância socializadora, que julgo ter tido enorme influência em mim.</p>
<p>No 5º ano, nova escola, turma temível. O quinto Q. É ligeiramente especulativo o que vou escrever, mas disseram-me que o <a href="http://cies.iscte.pt/investigadores/ficha.jsp?pkid=81" target="_blank">Pedro Abrantes</a>, num trabalho recente, efectivou cientificamente a minha especulação. As turmas são muitas vezes criadas em função da origem social dos alunos e/ou pelos seus resultados escolares anteriores e/ou por outros factores que agregam os melhores numas turmas, e os piores noutras. As turmas A são as melhores, e o &#8220;nível&#8221; vai descendo em proporção inversa ao andamento do alfabeto. A verdade é que o Q daquele 5º ano tinha todos os piores alunos, que eram piores não só nos resultados escolares, mas também no comportamento. Lastimáveis acontecimentos: porrada em doses fortes, faltas de educação, o chamar bicha ao João Paulo, entre tantas outras coisas, que resultavam sempre em castigos colectivos, quando os protagonistas eram, e pasme-se, os meninos de uma associação de apoio à criança que abrigava os filhos de pessoas que não tinham possibilidades económicas para os &#8220;manter&#8221;. Este &#8220;manter&#8221; é tão só alimentar e vestir.</p>
<p>O temível 5º Q dissolveu-se por várias turmas. O 6º ano foi mais saudável ao nível escolar.</p>
<p>A mudança para uma escola secundária agravou o confronto com a heterogeneidade social, quando juntou às diferenças sociais e classistas, e logo, culturais e comportamentais, as diferenças de idade, e as dinâmicas que daí advêm. A complexidade de uma Escola, e até das dinâmicas dentro de uma turma, são imensas, pelo que vou retratar apenas alguns aspectos.</p>
<p>O meu grupo de colegas e amigos, do 7º ao 9º ano, era composto por todos os rapazes da turma, sem excepção. Existia uma nitidez sociológica tão explícita naquele grupo, com os seus líderes legitimamente consagrados, visto que eram eles os mais dotados de recursos valorizados no seio do grupo (e antagónicos aos recursos sociais valorizados pela Escola enquanto instituição), com as suas regras e condutas bem determinadas,  e os centros de poder colocados na liderança partilhada de duas pessoas, havendo depois uma extensa &#8220;plebe&#8221; de subordinados um pouquinho hierarquizados e diferenciados, que seria impossível não a referir. A coesão do grupo mantinha-se com muita violência simbólica e física.</p>
<p>Este grupo é importante porque se constrói dentro da Escola, mas sempre com valores e regras alternativos aos dela. Os resultados escolares nunca foram valorizados. O bom comportamento dentro da sala de aula idem. A dinâmica grupal entrava na sala de aula e apoderava-se dela em certas alturas. Conversava-se, gozava-se, ria-se mais dentro da sala de aula do que fora dela. Eles, os líderes, mais velhos, mais fortes, mais dotados, lá atrás na sala, dominavam quem estava à frente a dar a aula. Porque quem estava a ensinar ensinava menos. Os outros alunos eram prejudicados por eles, especialmente os da &#8220;plebe&#8221;, e nunca nenhum professor conseguiu acabar com isto.</p>
<p>Recordo algo que me marcou negativamente. Estava na moda uma &#8220;brincadeira&#8221; de socos nas costas, que eram dados com os «nós dos dedos». Doía, pois claro. Mas pior do que a dor era a incerteza de não saber quando é que surgia o próximo soco. Isto ocorria nas aulas, sempre nas aulas. Imaginem o que são aulas dominadas pela conversa, pelas &#8220;brincadeiras&#8221; de socos, e pelo consequente total alheamento da aula em si. Dir-me-ão que podia ter combatido isto, mas não era fácil. Porque a integração no grupo acarretava tudo: o bom e o mau. Não eram meus inimigos. Eram os meus colegas. Seria bom que este agora chamado <em>bullying </em>fosse feito por inimigos. Mas não. Era levado a cabo pelos mesmos que me quiseram para jogar na final do torneio de futebol, que passavam grande parte do tempo comigo, e com os quais passei bons tempos, apesar de tudo.</p>
<p>É  escusado dizer que com todas estas intempéries que se passaram, que se passam (cada vez mais?) na Escola de hoje, e que são incontroláveis (até ver&#8230;), o meu rendimento escolar foi decrescendo, e estabilizou no limite aceitável do &#8220;passar de ano&#8221;. A Escola ofereceu sempre muito mais do que &#8220;matéria&#8221; e &#8220;notas&#8221;, e é suposto que assim seja, só que ela não se pode deixar engolir por estas dinâmicas. Não pode deixar que a sua função principal de educação e transmissão de conhecimentos seja abafada desta maneira.</p>
<p>Julgo que com estas reflexões, longas para post, mas curtas em relação ao que eu poderia continuar a escrever, se denotam dois aspectos. O primeiro é o da inscrição da Sociedade na Escola, e a reprodução social que ainda subsiste. O segundo é a mistura que se faz entre este social anterior e paralelo à escola (mas que se inscreve nela), e as dinâmicas que nascem dentro dela, e que muitas vezes criam lógicas contrárias aos seus objectivos institucionais. Julgo que para qualquer debate sobre a Escola é preciso este tipo de reflexão.</p>
<p>O texto vai longo. Demasiado longo. Se fizer sentido para vocês, digam qualquer coisinha, sim?</p>
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