O blogue Sociologia (que está parado há cerca de 2 anos) publicou um post, em Abril de 2006, que assinalava uma semana sem televisão. Recupero a iniciativa, dois anos volvidos, para eu próprio fazer uma abstinência de televisão no mesmo período de 2008. Assim, de 24 a 30 de Abril não vou ver televisão, e incito os leitores a fazerem o mesmo. Mais difícil seria uma semana sem internet.
Semana sem televisão
Abril 2, 2008 por Filipe António
Ola
tudo bem?
Por a caso es mesmo um sociolgo?
è porque gostava de saber a opinião dum sociolgo, sobre o impacto dos media na vida dos jovens?
já agora esta pergunta era para area de projecto(12º), para saberes melhor do que falo vai ao meu blog que esta no link no meu nick. o meu email é resgate150@hotmail.com
Já agora responde por favor
obrigado pelo tempo dispensado
Olá. Não sou sociólogo, mas sou estudante de sociologia.
Vou-me focar nos limites da tua pergunta. No teu blogue mostras que estás bem encaminhado para o teu projecto e por isso não quero dizer muitas coisas que tu já saibas.
1) A televisão é um dos agentes de socialização que, hoje em dia, contribui para moldar vários aspectos das vidas dos jovens. Saliento os domínios dos consumos, da linguagem, das “estéticas” juvenis, etc. O impacto da televisão é sempre relativo, mas sabe-se hoje que tem vindo a perder força, principalmente em relação aos jovens. Hoje em dia a internet é um dos meios de comunicação preferidos dos jovens, e a televisão tem vindo a passar para um segundo plano. No entanto, não deixa de ter alguma influência.
2) A televisão tem mais impacto nas crianças e jovens do que nos adultos porque os primeiros estão num processo de construção de identidade; procuram construir-se, aderir a grupos, a modas, etc. Os adultos limitam-se a consumir a televisão sem que ela tenha impacto significativo na sua personalidade.
3) Também se deve relacionar sempre os meios de comunicação com as restantes “forças de influência” presentes na vida dos jovens: família, escola e amigos. Os jovens não são todos iguais, e os seus consumos televisivos são também influenciados pela sua família, pelos grupos de jovens em que se inserem, etc. Com tantos canais por onde optar os jovens não optam todos pelos mesmos, embora também exista um efeito de geração. Ou seja, há coisas que podemos dizer que todos os jovens vêem, mas há tendências diferentes em algumas escolhas consoante o género, idade (dentro da idade em que se pode classificar de jovem), classe social, e grupo juvenil em que se insere, etc.
Espero ter sido útil. Foi o que me saiu de momento sem ir buscar livros, nem apontamentos, nem nada.
Bom trabalho!